15.10.07

Sábado, 20 de Outubro, 21:30 - Bernardo Sassetti solo (concerto comentado)

(clique na imagem para ver o cartaz em tamanho real)
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Entrevista a Bernardo Sassetti por António Branco para a revista Jazz.pt pode ser lida na íntegra aqui:
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O QUE DIZ A IMPRENSA:
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(...) a beautiful and unexpectedly compelling record. (…) After a rapt reading of “A Time For Love” to commence matters, it works through seven originals and two pieces (one played twice) by Federico Monpou, each list by the most luminous touch at the keyboard and enlivened by outstanding work from bassist and drummer (…) it’s a measure of the group’s working powers that these serene waters actually conceal some quite hard and purposeful musical thinking. Either way, a truly wonderful set (…) Richard Cook & Brian Morton, “The Penguin Guide to Jazz”, eighth edition, sobre Nocturno
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(...) el magnífico hacer de Sassetti como intérprete y compositor y el acompañamiento de dos magníficos músicos (sobresaliendo el contrabajista Carlos Barretto) hacen de esta obra un viaje ora plácido y relajado, ora profundo e intenso, pero siempre con un bello discurso. (...) Bonito disco, de aires clásicos que debieran ayudar a un mayor reconocimiento a nivel popular de un pianista y unos músicos magníficos. José Francisco Tapiz, www.tomajazz.com, sobre Nocturno
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Depois de ter elevado a fasquia com "Nocturno", na opinião do "Improvisos Ao Sul" um dos melhores discos de jazz de sempre gravado por músicos portugueses (...) António Branco, http://www.improvisosaosul.weblog.com.pt/, sobre Nocturno
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As serious as it can get, is the best description of pianist Bernardo Sassetti's solo effort Indigo. The pianist, known for his Portuguese/Brazilian jazz, displays his classical training here. Silence and space prevail, as this very thoughtful recording unfolds. Connection to Bill Evans are made, yet Sassetti eschews the melancholy for sober thoughtfulness. Comprising two-thirds originals the recording is balanced by covers that include Rodgers and Hart and Thelonious Monk. In these tracks, you appreciate the exactitude and feeling Sassetti conjures from his instrument. Monk's gruffness is replaced with Sassetti's precision, yet nothing of Monk's spirit is lost in this perfect translation of poetry. Mark Corroto, http://www.allaboutjazz/, sobre Indigo
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Há palavras que têm a capacidade de definir, sozinhas, todo um acontecimento. O que aconteceu neste fim-de-semana foi a consagração de Bernardo Sassetti. (...) o pianista conseguiu com as últimas edições discográficas - “Nocturno” (2002) e “Índigo” (Trem Azul, 2004) - impor o seu nome como absolutamente incontornável na cena musical do nosso país. Os rendilhados clássicos do seu piano já são uma marca registada e o seu nome é uma referência obrigatória (...) Este fim-de semana foi todo dele. Bernardo Sassetti já sabe o que significa "consagração". Nuno Catarino, http://aformadojazz.blogspot.com, sobre um concerto de Bernardo Sassetti no Hot Clube de Portugal
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Bernardo Sassetti está na moda. Sassetti é hype. Não é exagero, se tivermos em conta que em menos de uma semana o pianista deu dois espectáculos em salas diferentes na mesma cidade e em ambos as salas estavam esgotadas (...) Sassetti é hype. É verdade, mas não é culpa dele. Ou talvez seja. Ele aperfeiçoou a sua música e cada vez mais pessoas gostam. Quer seja através do genial “Ascent” ou deste irmão menor “Alice”, Sassetti conquista-nos. Que o hype se mantenha por muito tempo, se Sassetti continuar a fazer música sublime. E que venha a glória internacional, que é merecida. Nuno Catarino, http://www.bodyspace.net/, sobre o concerto de apresentação de Alice, no Teatro Maria Matos
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And there you have it: Sassetti is at home in jazz, cinema and classical realms. His fans should come from listeners of Keith Jarrett, Bill Evans and Brad Mehldau. His music oozes a rich contemplative side, but it doesn’t suffer from overindulgence—it probes the depths without being over-sentimental. (…) Kudos to Bernardo Sassetti and this most beautiful recording. Mark Corroto, http://www.allaboutjazz.com/, sobre Ascent
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(…) Terá havido como que uma transformação e as composições aqui apresentadas, de depuração em depuração, terão atingido um mais elevado grau de pureza. (...) Ascent é assim um belíssimo disco que parte do silêncio e que para ele caminha. Enquanto a incógnita for superior à certeza, a música de Bernardo Sassetti não perderá o encanto do seu “carácter abstracto, suspenso, inacabado”. Ricardo Gross, revista Jazz.pt, sobre Ascent
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(...) um dos mais belos concertos a que o ano de 2005 assistiu. (...) O piano de Sassetti continua a ser um depósito sensível onde cada nota arrasta sentimento. E as novas músicas parecem reforçar as suas capacidades de composição. (...) O piano é, naturalmente, o ponto de união entre todos e quando todos se reúnem a fusão resulta natural e a música sobe às nuvens. (...) “lirismo” é uma palavra que se repete muitas vezes. Mas agora há novos elementos, mais diversidade, espaço para a improvisação colectiva (um dos momentos mais entusiasmantes). Bernardo Sassetti tem vindo a crescer (Nocturno e Indigo já são dois marcos) e, a julgar por esta amostra ao vivo, o novo disco promete ser mais um degrau alcançado nesta evolução. (...) À saída, duas certezas: a confirmação de um talento enorme e mais um grande passo em frente. Nuno Catarino, http://www.bodyspace.net/, sobre o concerto de apresentação de Ascent, na Culturgest
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(…) A superb achievement in terms of arrangement and orchestral direction, (…) "Unreal" is the definitive affirmation of a musical genius and one of the best records coming from Portugal in many years. Very highly recommended. Excertos do texto de apresentação de Unreal Sidewalk Cartoon, por Rui Eduardo Paes, editor da revista Jazz.pt
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Adding to his appealing discography, the soundtrack sounds of Unreal: Sidewalk Cartoon is a great listen. Mark Corroto, http://www.allaboutjazz.com/, sobre Unreal: Sidewalk Cartoon
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O pianista Bernardo Sassetti vive um momento particularmente feliz na sua carreira. Depois do sucesso alcançado com as edições recentes de Ascent e Alice, apresenta agora um projecto ambicioso de nome Unreal: Sidewalk Cartoon. (...) uma fantástica multiplicidade rara de sons, sobre os quais a intervenção ocasional do piano de Sassetti, bem acompanhado pelo saxofone de Perico Sambeat (também convidado), acrescenta alguma cor melódica. (...) Agora que o ano está a acabar, aqui fica mais um exemplar de uma óptima colheita que levou o jazz português a expandir-se para lá das suas próprias fronteiras. Nuno Catarino, http://www.bodyspace.net/, sobre Unreal: Sidewalk Cartoon
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(...) a síntese de estilos e estados de espírito que Sassetti conseguiu aqui alcançar é de tal forma bem sucedida que resulta num universo musical verdadeiramente novo. “Unreal: Sidewalk Cartoon” é não apenas um indispensável álbum de jazz, porque nem só de jazz ele trata, mas tão simplesmente uma das mais surpreendentes ofertas musicais dos últimos anos. (...) É, em última análise, dessa inspirada reciprocidade entre composição e execução que surgem obras de tão elevada perfeição quanto esta, em relação à qual se deverá esperar tudo menos a indiferença do público. A consumir sem moderação. Paulo Barbosa, revista Jazz.pt, sobre Unreal: Sidewalk Cartoon
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(...) d’une rigueur extrême dans son architecture et d’un raffinement de timbre exquis, cette longue suite cottonneuse est un veritable chef-d’ouevre de poésie onirique fondé sur un travail de composition et d’orchestration d’une sophistication et d’une precision rares. (…) Du très grand art. (CHOC – exceptionnel) Stéphane Ollivier, Revista JazzMan, sobre Unreal: Sidewalk Cartoon
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Bernardo Sassetti, Carlos Barretto e Alexandre Frazão têm cada um deles múltiplos projectos separados e são certamente dos mais talentosos músicos de jazz do nosso país. (...) A verdade é que neste trio o entendimento é tão forte que cada um consegue prever os caminhos que os outros vão seguir e assim preparar-se para a justa resposta imediata. (...) O profundo conhecimento que cada um tem dos outros dois parceiros, do modo como funcionam, e da sua qualidade musical, da sua personalidade, não poderia resultar num jazz estéril e inerte, sem direito à surpresa. (...) E não é que conseguem mesmo? Excertos do texto de apresentação do concerto “Bernardo Sassetti Trio - 10 Anos”, na Culturgest, da autoria de Rui Eduardo Paes, editor da revista Jazz.pt
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8 comentários:

Maggiore disse...

Finalmente, espero(!), uma regular oferta cultural de qualidade como é normal num Centro Cultural de alto investimento. Parabéns ao corajoso Mudas Jazz Sessions.

Quanto ao Sassetti... enfim, é um luxo em qualquer parte do mundo.

...Divulgação publica ainda insuficiente para uma terra que negligencia os eventos deste calibre.

Força!

Anónimo disse...

Concerto excelente. Sassetti em grande e informal em cumplicidade para com o público.
Só tenho pena de acabado o concerto não haver tertúlia, o bar por exemplo... não se percebe! O tal circulo de que nos falava o pianista... criar uma aura em volta... um convívio quem sabe com banda a fazer Jam... no fundo, falamos de Jazz...ou não?

Anónimo disse...

O Bernardo Sassetti é um danado de um pianista. Foi um concerto memorável e a audiência não o escondeu. Não dá para entender com é que aquele auditório estava para aí a 2/3, num concerto que que só fazia sentido ter esgotado uma semana antes, que é o que se sabe que acontece em salas tão grandes como o CCB ou a Casa da Música. Pérolas a porcos?

Maggiore disse...

Aproveito para acrescentar que até em grandes salas estrangeiras(em conversa com o próprio pianista) ele as tem cheias!
Mas mais uma vez... apelo a uma divulgação mais massiva e agressiva... por que raio é que temos de levar com marqueting agressivo de um produto de cosmética e não também com um produto cultural de qualidade?
As Mudas querem vender não querem?!...

Jazz Promo disse...

Caro Maggiore,

Houve, no âmbito da divulgação:
- 3 spots/dia na RTPm
- 3 anúncios no DN
- 1 artigo e 1 entrevista no DN (capa do suplemento "Xtra")
- artigos no JM
- spots na Rádio Clube
- cartazes
- flyers...

Acho que resta contar com a boa vontade dos interessados (como tu) em música como a que o Mudas Jazz Sessions pretende oferecer. Acredito sinceramente que futuros eventos desta iniciativa podem beneficiar da boa vontade de cada um de nós na sua divulgação (por mail, boca-a-boca, muito simplesmente indo aos concertos...)

Maggiore disse...

Ok reconheço um certo esforço. Mas esse "boca a boca" eu fi-lo e mails e etc: a motivação é certamente comum entre nós!
De qualquer maneira não faltará ainda mais?... RDP; Radio Calheta e/ou Radios locais; entrevistas de fundo dos protagonistas (mas ok, compreendo que, aqui, depende do interesse do próprio jornal/radio/TV); Cartazes com "C" maiúsculo, então e a Orquestra Clássica que se coloca em 2x2m nas avenidas da cidade...?; um mail list... enfim a Casa das Mudas tem que se afirmar como uma grande instituição e como tal, útil para a população.
Ou seja, não entendam isto como "bota abaixo", aliás, agradeço muito e muito respeito esta jovem e bela instituição. Mas tb gosto de ver qualidade a ser fruída pelo maior nº de pessoas.
Esta Terra não é fácil ser mobilizada principalmente para este tipo de eventos, tb reconheço, e daí ainda mais exigente se torna uma estratégia de encontro com o público e do... contribuinte.

Abraço fraterno e sincero
(a crítica faz crescer e constrói a democracia)

Jazz Promo disse...

Antes de mais, queria pedir desculpa por me ter esquecido de me identificar na minha anterior mensagem. Quando dei por isso, a mensagem já havia sido enviada...

De volta ao assunto: o que sei é que anunciar em grande sai muito caro, mas sei também que a Casa das Mudas anda em busca de uma forma de ser algo mais "agressiva" em termos de promoção do Mudas Jazz Sessions. Acredito, ao mesmo tempo, que a qualidade dos eventos deverá contribuir para uma confiança crescente do público, mês após mês, em relação ao que aquela iniciativa pretende oferecer, que é, como tu próprio referiste «uma regular oferta cultural de qualidade». E olha que, pela qualidade e diversidade dos nomes e projectos que sei que aí deverão vir, não posso senão "apadrinhar" esta iniciativa. Um entusiasta tão grande nesta matéria como eu (e como tu!) não poderia senão fazer isso mesmo.

Abraço,

Paulo Barbosa

Maggiore disse...

És um grande!

Mas vê lá, Casa das Mudas não é propriamente uma associação underground... é sim um CC(CM)!

Abraço
(se sabia que eras tu tinha sido mais indelicado...)